domingo, 9 de janeiro de 2011

adversidade .

há um grito preso em minha garganta, há muita coisa presa aqui dentro, há sede, há o gelo derretido que insiste em transbordar, mas eu tenho que ser forte, e há um coração reconstruído aqui dentro, minha mente está mais sóbria a cada dia, mas eu já nem sei se isso é bom ou ruim .
estou assustada com o que anda fazendo meu coração bater, estou com medo, muito medo, estou correndo, estou fugindo, estou fazendo o possível e mesmo que seja doloroso, estou me afastando Dele, sempre evitando, sempre fugindo, sempre esperando que as lágrimas que eu me sufoco pra conter sejam suficientes para convencer meu coração de que tudo isso é um engano terrível, estou tentando salvar meu coração, estou arriscando minha pele .
estou à beira de um precipício, e as vezes tenho a impressão de que se eu ceder à minha vontade de pular vou satisfazer todos esses meus desejos, e cedo demais vou encontrar o chão, e esse será o meu fim .
E será que vale a pena arriscar todas as partes que consegui salvar de mim mesma desde minha ultima queda? Será que vale a pena entregar tudo o que eu consegui reconstruir ao amor, mesmo sabendo que ele é o chão no fim do precipício?
Sim, eu entregarei meu coração novamente, para que o amor o destrua, e não importa o quanto eu sofra por isso .

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