domingo, 13 de fevereiro de 2011

terapia .

Olhar o céu, no momento em que o sol nasce, saber que quem se ama dorme, feliz, nos braços de outro alguém, desconhecido, o amor, a felicidade, a compreensão, isso não faz parte de quem nós somos, faz parte de quem queremos ser, do que desejamos ter e do que merecemos .
Estou tão decididamente perdida, mal-humorada e sensível .
As vezes eu quero culpar o mundo, mas ainda há algo em mim, uma parte que nunca morre, um véu tênue, mas que eu não consigo destruir, há algo que faz com que eu sinta necessidade de ser amada, compreendida, abraçada, humana .
Não estou pisando em brasas, mas estou sentindo meus pés queimarem, quando ando pelas ruas por onde costumávamos andar juntos eu vejo nossos rostos sorrindo e eu vejo sorrisos que não são os nossos, e eu viajo por memórias de vários tempos, de tempos em que fomos felizes e de tempos em que eu vaguei no escuro sozinha .
Não quero permanecer assim, não quero olhar para trás e ver que minha vida foi um tempo que eu perdi olhando o mundo da minha janela, sempre evitando o risco por medo da dor .
Me sinto presa, me sinto como um peixe preso num aquário depois de ter vivido um dia no oceano, porque sei exatamente como é magnífica a vida lá fora, e sei que meu oxigênio aqui é controlado pela atenção que dirigem a mim .
Isso não é a vida real, não, não é, eu sei o que é viver e é bem diferente do que está acontecendo agora .
Sub-vida, preciso encontrar minha humanidade .

Um comentário:

  1. Oi querida Érica!!!
    Eu quero ver esses posts ainda contando para mim um final feliz ou pelo menos um recomeço cheio de esperanças!!!
    Bjos!!!

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Obrigada por chegar até aqui .