sábado, 19 de fevereiro de 2011

cicuta .

acordei com a luz do sol me cegando, o vento do litoral leva a maresia até minha cama, posso jurar!
e hoje a guerra recomeçou .
sociedade, querida sociedade .
não posso mais fingir que tudo está tranquilamente normal, não posso fingir que vai ficar tudo bem quando o sol se pôr, quando na verdade eu preciso manter a boca fechada e os olhos bem abertos, mas isso já não basta, porque também tenho que manter meus membros em constante funcionamento .
me disseram que o sábado é um péssimo dia para começar algo, mas me disseram tantas outras coisas nas quais eu me recuso a confiar também!
então querida sociedade eu não estou disposta e te entregar meu coração, muito menos a abrir minha cabeça para que você possa trocar todas as peças de lugar e me montar de uma nova forma, mas eu posso permitir que você coloque um pouco de veneno na minha bebida .
vamos lá sociedade, tente me corromper, venha aqui tente me envenenar, me reinvente e me leve com você, porque me manipular você nunca conseguirá .
sabe aquele copo ali? aquele à esquerda? é o meu; vamos lá, coloque o veneno, tomarei obediente a seguir .

3 comentários:

  1. Simplesmente genial...fiquei sem palavras quando li e li denovo .... adorei

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  2. Oi Érika!!! Você definitivamente me surpreende, escreve tão bem!!! Você deveria mandar seus textos para uma editora, tem talento demais!!! Minha flor beijinhos!!!

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Obrigada por chegar até aqui .