segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

meu lar .

nunca vou me sentir tão em casa quanto me sinto aqui .
as vezes eu ando na rua e pessoas conhecidas mas que tinham pouco contato comigo me chamam de "a garota do blog", ou dizem: "eu li o diário da Meghan" .
é tão infinitamente gratificante estar aqui com vocês, me lembro da tarde do dia oito de novembro de 2010 como se fosse hoje, eu tremia e soluçava, molhei o teclado com minhas lágrimas, eu usava uma foto fake e usava o pseudônimo de Meghan E . e eu criei isso aqui apenas para desabafar, pra contar ao mundo coisas que eu não podia mais conter aqui dentro .
e hoje as pessoas lêem, elogiam, criticam, e eu ainda estou aqui, e me orgulho tanto disso, esse espaço é tão meu, me faz tão bem, estar aqui com vocês é como estar em casa, como vocês já foram informados e informadas vou diminuir o ritmo dos post em todos os blog's.
Mas O Diário de Meghan sempre terá prioridade pra mim! Penso muito antes de postar algo aqui, e sempre tento ser muito fiel a vocês leitores .
O The Riot Kiwi, me outro pequeno e novo blog ficará parado um tempo, assim que eu puder volto com tudo e atualizo tudo!
Sentirei muita saudade de vocês amigos e amigas .
Aqui no blog tem link's do meu orkut e twitter, adicionem se puderem, não se esqueçam de mim!
amo muito vocês!
Sentirei muita falta do meu lar, mas a partir desse momento vou fazer todas as coisas da forma mais certa o possível e quando eu voltar pra cá espero ter novidades e uma pitada de alegria nas novas postagens .
amo vocês .
xoxo'

Pausa .

eu precisava me despedir, mesmo sem ter muita certeza de que alguém sentirá minha falta, ficarei um tempo ausente aqui, não sei exatamente quanto tempo, espero que não seja muito! Por dois motivos válidos:
1º: Vou me mudar pra casa da minha melhor amiga, e não sei por quanto tempo ficarei lá e antes que alguém venha me dar motivos pra mudar eu já tomei minha decisão, e ponto final, e lá não tem net, então terei que me contentar em roubar a net dos vizinhos então não sei como vai ser daqui para frente .
2º: Minhas sinceras desculpas a vocês, mas isso pode soar como uma traição, mas eu preciso  de tempo e paciência para escrever meu livro, e não posso me desgastar tanto, na verdade além desse blog eu posto quase diariamente em mais um tumblr e dois blog's (um deles anônimo), além de sustentar meu diário e experiências em um fórum (também anônimo, não revelo nunca . há!), é muito cansativo, já que eu não aceito copiar nem reblogar nada de ninguém, por consequência disso meu livro (sorry, não posso postar o nome aqui,) está parado .
Não vou desaparecer, de forma alguma, vou apenas diminuir o ritmo, afinal sou adulta, tenho que fingir que sou responsável (shit,)vou sentir falta de estar aqui o tempo todo, sinceramente, muito obrigada a vocês que me seguem e me suportam, continuem seguindo (please), vou sentir saudades, apareço em breve .
Me desejem sorte com o livro !
Bjo’s e obrigada, amo vocês, que me dão um motivo pra nunca desistir do meu sonho! Em breve eu espero ter meu primeiro livro prontinho!
sz’

sábado, 19 de fevereiro de 2011

cicuta .

acordei com a luz do sol me cegando, o vento do litoral leva a maresia até minha cama, posso jurar!
e hoje a guerra recomeçou .
sociedade, querida sociedade .
não posso mais fingir que tudo está tranquilamente normal, não posso fingir que vai ficar tudo bem quando o sol se pôr, quando na verdade eu preciso manter a boca fechada e os olhos bem abertos, mas isso já não basta, porque também tenho que manter meus membros em constante funcionamento .
me disseram que o sábado é um péssimo dia para começar algo, mas me disseram tantas outras coisas nas quais eu me recuso a confiar também!
então querida sociedade eu não estou disposta e te entregar meu coração, muito menos a abrir minha cabeça para que você possa trocar todas as peças de lugar e me montar de uma nova forma, mas eu posso permitir que você coloque um pouco de veneno na minha bebida .
vamos lá sociedade, tente me corromper, venha aqui tente me envenenar, me reinvente e me leve com você, porque me manipular você nunca conseguirá .
sabe aquele copo ali? aquele à esquerda? é o meu; vamos lá, coloque o veneno, tomarei obediente a seguir .

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

partes .



as vezes sou emocional, as vezes eu sou um furacão, as vezes sou simples e fácil de decifrar, as vezes eu sou cheia de mistérios e contradições, as vezes eu sou revolucionária e cheia de idéias, as vezes eu sou um barco vazio e sem conteúdo, as vezes eu sou um refrão repetitivo, as vezes eu sou um hino para algumas pessoas, as vezes eu sou amada e ouvida, as vezes eu sou deletada e esquecida . 
eu sei que tudo na vida tem altos e baixos, eu sei que meus momentos nunca são só meus, porque eu também sei que estou sendo constantemente ouvida e observada, e sei que alguns esperam que eu supere algumas expectativas, e isso faz parte da vida de todas as pessoas, mas eu me recuso a subir no palco, eu me recuso a ser alguém legal e popular, eu me recuso a ser parte do teatro cotidiano, eu me recuso a ser o que a sociedade espera de mim, eu prefiro ser essa merda aqui do que viver sob a sua pele, eu sei  que é o frio, eu sei o que é a dor e eu estou aqui porque fui capaz de superar tudo isso, e você, o que é capaz de enfrentar? 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

estabilidade .



quando ele me abraça eu afogo me rosto em seu ombro, porque eu não quero que ele me olhe daquele jeito de quem sempre espera algo; e eu não posso dizer a ele que não tenho nada a oferecer, não posso dizer que eu sou inabitável, quebrada e irrecuperável; então eu aperto meu corpo contra o dele implorando para que as lágrimas não me entreguem, e eu fico presa e enterrada em seu abraço, covarde demais para olhar em seus olhos, covarde demais para deixá-lo ir .




texto postado no meu tumblr: My Obsession 
visitem, posto diariamente lá .

domingo, 13 de fevereiro de 2011

terapia .

Olhar o céu, no momento em que o sol nasce, saber que quem se ama dorme, feliz, nos braços de outro alguém, desconhecido, o amor, a felicidade, a compreensão, isso não faz parte de quem nós somos, faz parte de quem queremos ser, do que desejamos ter e do que merecemos .
Estou tão decididamente perdida, mal-humorada e sensível .
As vezes eu quero culpar o mundo, mas ainda há algo em mim, uma parte que nunca morre, um véu tênue, mas que eu não consigo destruir, há algo que faz com que eu sinta necessidade de ser amada, compreendida, abraçada, humana .
Não estou pisando em brasas, mas estou sentindo meus pés queimarem, quando ando pelas ruas por onde costumávamos andar juntos eu vejo nossos rostos sorrindo e eu vejo sorrisos que não são os nossos, e eu viajo por memórias de vários tempos, de tempos em que fomos felizes e de tempos em que eu vaguei no escuro sozinha .
Não quero permanecer assim, não quero olhar para trás e ver que minha vida foi um tempo que eu perdi olhando o mundo da minha janela, sempre evitando o risco por medo da dor .
Me sinto presa, me sinto como um peixe preso num aquário depois de ter vivido um dia no oceano, porque sei exatamente como é magnífica a vida lá fora, e sei que meu oxigênio aqui é controlado pela atenção que dirigem a mim .
Isso não é a vida real, não, não é, eu sei o que é viver e é bem diferente do que está acontecendo agora .
Sub-vida, preciso encontrar minha humanidade .

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

sal .


eu sempre digo que estou bem, mesmo que por dentro eu esteja em ruínas .
hoje eu saí pra respirar um pouco, mas honestamente essa cidade se tornou tóxica pra mim desde que ele me deixou, até respirar aqui machuca .
as palavras estão fugindo de mim esta noite, talvez o sono me vença e eu possa sonhar com algo melhor do que minha realidade, talvez não .
a vida não é feita apenas de altos e baixos, também há o tempo neutro, em que você tem que esperar que a maré venha até você, ela demora, e pode ser que traga uma magnífica estrela do mar, ou pérolas de inestimável valor; talvez traga um tsunami para tentar te fazer desistir; ou pode ser que traga apenas espuma e calmaria .
apenas respire e ande pela areia, não espere nada, jamais espere, apenas deixe chegar ou vá buscar pessoalmente .

respire fundo agora, seu coração bate forte, vá embora, não fique aqui, vá fazer algo, vá ser quem você sempre sonhou.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

brinquedo .


eu tropeço, física e emocionalmente;
eu me recomponho, bochechas coradas, coração acelerado, respiração profunda, passa .
eu olho ao redor na esperança de que ninguém esteja prestando atenção aos meus deslizes, eu abro as cortinas e vejo as cadeiras vazias, eu vou aos bastidores e não há ninguém pra me maquiar, ou me preparar; minha roupa não está pronta, meu cabelo está desajeitado; eu olho para as câmeras todas desligadas, e respiro aliviada, ninguém reparou meu pequeno deslize.
e um segundo depois eu compreendo a solidão em que me encontro, e então tudo desaba, esse é o momento exato em que tudo desaba, acontece depois do erro, acontece quando você tem que aprender a admitir que a solidão é sua unica companhia .
esse é o momento de descer do palco e encarar a vida real .

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

nostalgia .


Sabe aquela dor que você deixou quando se foi?
Sabe aquela sensação de que eu nunca fui realmente importante?
Tudo isso passa quando você esta perto de mim, mas há algo entre nós, uma barreira que você criou pra me impedir de te tocar e saber se o que eu sinto por você ainda é real, ou apenas um delírio criado pela dor que eu nunca superei .
É difícil ter que olhar todas as fotos minhas em que eu queria que você estivesse, dói sentir o gelo em minhas mãos e saber que você está a poucos passos de distância e mesmo assim é impossível tocá-lo .

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Calipso .

as vezes eu me sinto tão facilmente manipulada quanto um barco à deriva, e as vezes eu me sinto tão vazia e inabitável quanto um pedaço de madeira abandonado em lugar qualquer do oceano, sempre guardando na pele as memórias de que eu já fui algo melhor .
mas nesse meio tempo eu estou consciente, porque há uma parte de mim que não se entrega, nunca se entrega totalmente, há uma parte de mim que está acordada aqui dentro, vendo a vida passar através da densa bruma do mar, através do nevoeiro que me impede de ver o que há além da escuridão que não parece ter fim .
eu estive boiando, mas isso não durou muito tempo, pois logo veio a tempestade, avassaladora e destemida, e me afogou num oceano de lágrimas onde cada soluço tomava o lugar de minha respiração, onde eu cheguei a pensar que sucumbiria ao mar e me fundiria a ele, eu cheguei a pensar que seria o fim, me entreguei à correnteza, porque haviam água, areia, pedras e todo tipo de coisas que sempre machucam em excesso .
eu não sabia porque eu ainda tremia, não sabia porque ainda doía afinal eu já havia desistido de lutar, e eu esperava que meu corpo também desistisse .
mas então após meses na escuridão eu abri meus olhos e percebi que não havia mais bruma, havia apenas o céu infinitamente azul, e a areia não mais me machucava, e então eu tentei me levantar, mas eu já não estava sozinha, havia uma garota, a mais bela garota que eu poderia imaginar e ela sorriu pra mim, mas em seus olhos havia uma solidão tão profunda e dolorosa que eu tive vontade de correr, eu entrei em pânico .
então uma lágrima rolou por sua face, e eu me levantei abruptamente, ela me seguiu até a praia, onde havia uma pequena jangada à espera, ela não fez sinal para que eu prosseguisse, também não me pediu pra ficar, apenas segurou minha mão por um segundo antes que eu puxasse e novamente entrasse em pânico.
eu subi na jangada, como se a garota fosse nociva, ou contagiosa, eu nem ao menos fui capaz de perguntar nada a ela, simplesmente subi e quando olhei pra trás vi seus olhos azuis hesitarem à beira das lágrimas, e então eu fechei os meus por um segundo e percebi que eu estava errada, enganada, que eu era um idiota .
eu abri os olhos mas não havia nada que eu pudesse fazer porque em menos de um segundo a ilha estava a milhas e milhas de distância, e então eu lutei contra a correnteza, eu remei até meus braços parecerem pesos mortos, mas em pouco tempo a ilha se perdeu de vista .
e eu voltei a ser um pedaço de madeira flutuando no mar, tão longe de tudo, tão absolutamente vazia que até as tempestades se foram, nunca mais encontrei a ilha .
porque ninguém jamais encontra a ilha de Calipso duas vezes .
e agora eu vago por aí arrependida das palavras que eu não disse, do esforço que eu não fiz pra me manter segura e amada .

Quando encontrar a sua ilha de Calipso, pense duas vezes antes de subir na jangada, não espere reconforto dos mares que só te afogam e te machucam .

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

bom dia anamia .

estou aqui nesse exato momento me perguntando o que leva uma pessoa a cometer um erro da qual ela está ciente das possíveis consequências, e mesmo assim há algo metafísico que a impulsiona nessa direção .
eu não entendo, sinceramente hoje eu estou aqui a beira do precipício e estou tentada a pular apenas porque o chão não é um lugar agradável, eu estou tentando encontrar as palavras que expressem o que estou sentindo mas eu estou com medo, muito medo de perder mais do que já perdi .
Hoje de manhã antes de dormir eu disse: bom dia anamia!
e eu me comporto como se isso pudesse realmente me salvar de quem eu sou e dos desejos obscuros que eu já não posso refrear, mas eu preciso, preciso disso pra sobreviver, se por acaso eu começar a andar pela casa sozinha, se eu continuar a me envergonhar e fugir todas as vezes que eu errar o chão vai se abrir sob meus pés e eu não vou afundar, vou apenas flutuar no abismo, sem nuca provar que eu sou melhor que tudo isso, mas eu já fui melhor, já fui mais forte, já fui uma boa garota com uma pulseira vermelha no pulso esquerdo atualmente vazio, eu tenho que encontrá lá, eu tenho que mantê-la aqui dentro de mim para sempre .
Eu nunca mais serei a boa garota, eu nunca mais vou hesitar por medo de uma dor que eu nem sei se realmente existe, eu nunca mais vou parar pra pensar em como eu posso estar errada, porque eu não estou errada, eu estive, e mesmo que o céu ainda esteja claro e meus olhos ainda estejam apenas se acostumando com a luz, e acho que já não é tão cedo pra dizer: good night anamia, stay with me, I'll never let you go .

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

tentativa .

eu tive muito tempo pra pensar, fui forçada a encarar um pouco de realidade, o problema é que eu não suporto muito bem a vida real, o mundo não me assusta mais, mas sempre me surpreende, as vezes tenho a impressão de que se espalhássemos a população mundial pelos oceanos grande parte boiaria de tão vazia e superficial que é, enquanto alguns como eu, são capazes de se afogar em uma gota d'agua.
isso acaba comigo.
eu tive sucesso em proteger meu coração que está bem guardado, seguro e praticamente intacto, mas eu me pergunto se todo esse trabalho serviu para alguma coisa porque eu só sei que durante o tempo em que me afastei eu vi a vida passar por meus olhos como um borrão exatamente como vejo agora, o que faz toda a diferença é que agora meus pensamentos estão mais sadios e organizados, meu coração permanece congelado.
o mundo é um lugar duro e faz meses em vão que estou tentando me readaptar a ele, mas não obtive muito sucesso nisso, as vezes eu me sinto como uma cicatriz no mundo, como se no início eu tivesse sangrado e chamado a atenção, mas eu era contagiosa e ninguém podia se aproximar, então eu fui secando, e aos poucos eu desapareci e o que restou foi só uma marca do que eu fui no mundo, pouco pra quem foi pouco, eu não me curei na verdade é como se o mundo tivesse se curado de mim, como se o tempo estivesse sem tempo pra mim.
a dor continua aqui e eu tenho escondido meu rosto atrás de uma tela de computador pra não ter que encarar olhos arregalados da pura piedade que eu mais repulso, eu tenho fugido das lágrimas que me açoitaram em outubro e novembro, eu tenho me mantido seca e fria pra não me ferir novamente, mas a vida não é o tempo que você passa evitando a dor, a vida não se resume a pessoas covardes como eu, mas se eu pudesse escolher é claro que eu seria bem mais do que apenas isso.
agora estou aqui nesse exato momento tentando decidir o que fazer com o ar que eu tenho em meus pulmões, com cada gota de sangue que tenho aqui em minhas veias, com cada batimento que resta ao meu jovem e maltratado coração.
se eu pudesse eu seria uma daquelas pessoa que boiam pelos oceanos do mundo, se eu pudesse escolher a vida que quisesse pra mim eu escolheria ser tão superficial como uma folha que caí da arvore no outono, tão pequena e superficial que nada sente e nada faz sentir.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

abstinência .

eu senti tanta falta de estar aqui postando que tenho a sensação de estar voltando de uma longa viagem, é como se esse fosse meu verdadeiro eu, as vezes acho que estou aqui apenas pra contar histórias e transformar minha vida em palavras, que saudades do meu lar .