terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Julieta .

anjo, o mais diabólico deles, bela, doce, convidativa, assim ela foi moldada pelas mãos do dramaturgo, mas quem pode ver o rastro de sangue ao redor do anjo sabe, que a inocência também é capaz de corromper o coração e que as virtudes também devem ser cuidadosamente vigiadas.
amor e ternura se encontram em seu leito de pureza, mas o mal se abriga em cada pluma de suas asas, anjo, anjo maligno, não tens culpa der ser quem tu és, mas poupe-me de suas lágrimas, afoga cada sentimento teu em teu travesseiro sozinha, e vai, deixa Romeu.
Voa Julieta, voa antes de conhecê-lo e leva sua maldição para longe de meu amado.
Abre tuas asas e voa, voa anjo da morte.



( essa é minha opinião, tenho que ser sincera sobre o que eu penso, essa é a Julieta que eu enxergo.)

medo .

venha pra mim, não tenha medo, eu o afasto de você, eu vou tirar todas as nuvens negras do meu coração, eu vou juntar cada pedaço, eu vou cuidar de mim mesma, por você, e quando enfim eu tiver um coração que funcione, pelo qual valha a pena lutar, eu darei a você, e talvez um dia eu me arrependa disso, mas pra mim isso basta, basta você dizer que me ama, basta você estar aqui comigo, mesmo que de longe, porque eu acredito em você, e acredito que nós dois poderíamos ser algo juntos, e o passado seria apagado como uma recompensa, e eu te daria meu coração como uma prova, de que seu amor está me salvando, está sempre me salvando.
Nunca mais vá para longe de mim, não deixe as trevas retornarem, você está me salvando, sim está me salvando agora mesmo, mesmo que não faça idéia disso .

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Rafael .



Sempre me diziam que eu era forte, que lhe dava bem com a dor, que eu me esquecia facilmente dos motivos pelos quais eu devia me sentir infeliz, sempre encontravam uma forma sutil de dizer que eu era uma pessoa fria, uma forma sutil mas determinada, de que eu era incapaz de amar, queria que eles estivessem mesmo certos, queria nunca ter aberto meu coração, queria nunca ter deixado você curar a dor que só eu sabia, que só eu conhecia, queria nunca ter sido um livro aberto pra você, queria poder passar o resto da minha vida solitária, sem nunca ter conhecido o seu calor, porque agora que você se foi, tudo é frio, tudo é dor, essa é uma guerra que eu não posso vencer, eu olho  minhas mãos vazias, olho meu coração gelado, e eu sei, sei que não há nada, nada que eu possa usar em minha defesa.'               






(eu sei que sou uma imbecil por escrever isso, meu luto)                                                                                                                                                                                                    

domingo, 26 de dezembro de 2010

- .

se meus pais não tivessem morrido, nada disso estaria acontecendo comigo.
nunca vou aceitar isso, eu odeio viver cada dia!

felizes para sempre .

Ela e o amor da minha vida vão ser felizes para sempre, e eu bem, eu fiquei sem papel nenhum na história, nossa eu preferia mil vezes estar morta do que me sentindo desse jeito, eu posso lutar contra tudo, mas não posso mudar o que ele sente, não posso lutar contra o que eu sinto. que sentido tem a minha vida?
fingir pra todo mundo?? não mundo eu não estou bem, é eu fui traída, enganada, deixada de lado, e agora estou morrendo mais a cada dia, hey mundo, você sabia que eu não durmo direito a noite, você imagina o quanto dói, hey mundo você sabia que já é dor suficiente tirar toda a familia de uma pessoa no mesmo dia? não precisava de mais, eu já senti dor o bastante, vai mata logo, que inferno, porque minha vida tem que ser essa tortura? porque eu tenho que perder todo mundo que eu gosto?
chega, não quero mais! eu achei que tudo ia melhorar, mas não vai melhorar nunca, não vou mais mentir pra poupar as pessoas, porque ninguém tem se sacrificado por mim ultimamente, todo mundo fecha os olhos quando se trata do que eu sinto, e se querem saber, eu preferia ter morrido com meus pais, teria sido muito melhor, nunca ter conhecido ele, doeria bem menos.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

impossível não amar .

'Eu achei que com um mês separados
Juntos iriamos achar uma abertura
E a luz da lua seria a iluminação
E então eu tropeçaria na chave
Ou arrombaria a porta para o seu coração
Pra sempre veríamos nós, não você e eu
E você me ajudaria a sair da escuridão
E eu lhe daria meu coração como oferenda ..'
                                                                        Mayday Parade ..


minha banda preferida!

abrigo .

Sozinha, com meus sonhos realizados, de uma forma invertida e indesejada, pagando pelos erros que cometi, sentindo vergonha e dor, lutando inutilmente contra o mar que se instalou através da cortina de meus olhos escuros, lutando pra esquecer o que senti por você, lutando pra esquecer a facilidade com que você se desfez de todo amor que eu guardei pra você, lutando pra mudar o rumo da minha vida.
Eu não pensei nenhuma vez quando fiz meus planos em relação a você, porque ou você é um ótimo mentiroso ou eu sou uma principiante, porque eu coloquei toda fé que eu tinha em cada palavra sua, coloquei minha vida em sua vida, minha carne em sua carne, era tão fácil conviver com você, como se fosse a metade perfeita pra mim.
Eu me enganei, estou indo sem direção, todos aqueles cabos que mantinham presa a essa vida se romperam, me sinto vagando no escuro, me sinto vazia e imprudente, me vejo cometendo os enganos que eu costumava condenar nas pessoas, me sinto assim desde quando você me deixou, desde o dia em que você percebeu que havia se enganado, desde o dia em que você decidiu que me amar não valia mais apena, desde o dia em que você perdeu sua fé em mim, desde o dia em que você a encontrou e achou que o seu amor ficaria melhor nela, desde o dia em que você me disse: precisamos conversar, e mesmo a milhares de quilômetros de distância eu sabia que esse seria nosso fim...
Mas pra mim ainda não acabou, porque há uma dor aqui que nunca vai me deixar esquecer de quando você disse: "meus sentimentos mudaram"
Isso é tóxico para os meus sentidos, porque sentimentos não mudam, eles nascem e morrem, nós mudamos, eles não mudam.
Mas agora eu estou em meu abrigo, um abrigo que me protege da fúria das palavras que eu não podia mais suportar, um abrigo forte, mas não forte o bastante pra me proteger de mim mesma, se acaso eu precisar, porque esse dom se perdeu em você.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

miserável .

' eu estava indo muito bem, até o dia em que uma porta se abriu pra mim, uma porta que sempre esteve ali espreitando, convidativa, uma porta pra um lugar desconhecido, mas que intuitivamente eu sempre soube de que se tratava, no fundo sempre soube onde a porta me levaria e por muitas vezes tentei cruzá-la, e também por pura intuição eu soube que a chave do mistério da porta era o tempo.
esperei, por anos, impaciente, as vezes enfurecida, as vezes apenas fascinada pelo domínio que a porta exercia sobre mim, mas nos últimos dias que passei diante dela minha companhia foi somente a dor e a solidão, a dor física e a dor que me consumia por dentro, e a solidão com toda sua crueldade já conhecida.
e então a porta se abriu pra mim, e quando olhei minhas mão havia nelas um pergaminho com um mapa, um mapa simples e pequeno, fácil de decodificar, enquanto eu seguia em direção ao caminho onde o mapa dizia "primeiro destino", não pude evitar me distrair com as maravilhas do caminho, e eu não poderia jamais imaginar que eu estava perdendo muito mais do que meu precioso tempo, mas eu perdi, perdi coisas no caminho que caíram sem que eu percebesse, e as distrações que antes pareciam importantes se tornaram tão insignificantes quando cheguei ao meu destino final, porque eu perdi coisas muito mais importantes do que dinheiro, status, popularidade ou até mesmo pessoas que eu amava, eu perdi algo meu, algo que o ser humano não se pode dar ao luxo de perder, não me orgulho de dizer isso, mas no fim do meu caminho eu encontrei um espelho, apenas isso, e um pergaminho rasgado no chão, onde meu caminho deveria continuar, mas ele não tem mais sentido, alguém percebeu isso antes de mim.
e quando eu me olhei no espelho não me reconheci, e então percebi quão grande foi minha perda, porque onde antes ficavam meus olhos brilhantes, haviam agora os olhos de uma parte de mim que eu nunca quis conhecer, os olhos de alguém miserável, miserável ao máximo.
e se o pergaminho estivesse lá intacto, eu acho que ainda assim não seguiria em frente.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

ultimato .

ela vem sem pedir licença, me invade como se conhecesse cada célula do meu corpo, como se pudesse inverter a gravidade do meu mundo, e ela pode, ela segura minhas mãos, e meus dedos são esmagados, ela olha em meus olhos e eles ficam imediatamente cegos, então ela me abraça e eu me desfaço e renasço das cinzas, pela perfeição de suas mãos.
ela me deixa, e em uma semana eu estou estragada, mas se ela está comigo, meu rosto parece estar sempre mais perto da perfeição, ela não pode ser ignorada, não por aqueles que um dia lhe juraram fidelidade.
a dor ainda não chegou, mas o sentimento de euforia é como o ínicio de uma batalha épica, paciência o sangue virá, a dor vai tentar me fazer desistir, mas eu vou lutar, porque já posso me ver renascida em suas mãos.
esse é só o primeiro passo, porque hoje eu me decidi.
amanhã quando eu acordar vou ter uma pulseira vermelha pesando em meus braços, e uma roxa, brilhando tanto quanto a primeira.

respirando .

meu primeiro pensamento foi: "eu vou sobreviver"
esse é meu primeiro pensamento toda manhã quando eu acordo, e meu último toda noite antes de dormir, mas quando eu pressinto a dor esse também é curiosamente meu primeiro pensamento.
hoje foi assim, a dor veio e me dominou, e então aqui estou eu vencendo os últimos minutos do dia, porque ainda estou respirando.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

fonte .

Em todo lugar que eu olho eu os vejo, os laços que unem as pessoas, e eles sempre se fortalecem a medida que os sentimentos se familiarizam, e um fenômeno natural, acontece com todos a minha volta menos comigo.
As vezes eu me olho no espelho e nem mesmo me surpreendo com os olhos amargos que me fitam de volta, eu costumava me perguntar se merecia toda essa dor, mas ultimamente nem me importo mais, o fracasso me conforta mais do que me enfurece.
Ao meu redor eu vejo os rostos preocupados com meu sutil isolamento, mas ninguém jamais poderia me compreender, visto que todos só meu redor estão muito vivos para perceber que pra mim já acabou.
E todos eles tem centenas de laços brilhantes que os prendem a essa vida, enquanto no que se diz respeito a mim tenho apenas um fio tênue preso na incerteza e na covardia que me perseguem.
E ninguém sabe que meu fio já foi a muito tempo cortado, pelas mãos do meu amado, meu amado assassino.