Bem vindos e bem vindas ao diário de Meggie, os textos aqui são escritos por Érika Prates, espero que ninguém se sinta particularmente ofendido ou perseguido, visto que o conteúdo é extremamente particular, sendo assim, caso se identifique ou se encaixe em alguma descrição ou postagem, pode ser mera coincidência, ou não .
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
infância .
Eu gostava muito de sol e o cheiro da chuva me irritava. Gostava de viver de olhos abertos, de sentir o vento forte em meu rosto, de cantar bem alto minhas canções preferidas.
As coisa eram simples, mas eu gostava de complicar.
Eu queria crescer, acreditava que isso me tornaria livre, que boba eu, pensei que os adultos fossem frios por opção.
Eu não fazia ideia do quanto dói ter um coração partido no peito. Eu não fazia ideia de como é sorrir sem vontade alguma, de como é sentir sua garganta apertar e ter que olhar para cima e morder os lábios por não poder chorar. Eu não sabia o que era andar por um caminho inútil e mesmo assim não poder desistir. Eu não sabia como era ter que cuidar do coração de quem destruiu o meu.
Eu tenho que seguir, e não olhar para trás, se fosse só saudade tudo bem, mas é vontade de voltar também.
Eu não gosto mais de sol, e o barulho da chuva é minha canção de ninar, o cheiro eu nem sinto mais. O vento estraga meu penteado, fujo dele. E as canções, elas só me estragam todo o meu disfarce, não posso me dar ao luxo de ouvi-las.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
gentil .
Ninguém é totalmente bonito, nem feio.
Ninguém é tão forte quanto diz, nem tão fraco quanto parece.
Ninguém é tão honesto quanto gostaria, nem tão corrupto quanto os outros dizem.
Somos humanos, fracos, sensíveis, vulneráveis, limitados, interdependentes, e ao mesmo tempo fortes, destemidos e livres.
Não sabemos quem somos, mas gostamos de imaginar.
Aquele reflexo no espelho não sou eu, aquela é uma imagem que eu criei de mim mesma, nada confiável.
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